Oceano Azul lança motor de análise jurídica com IA para identificação de comportamento abusivo na AWS

Reconhecer violência doméstica em conversas digitais exige mais do que leitura atenta. Exige contexto jurídico, capacidade de analisar padrões ao longo do tempo e, acima de tudo, rigor no tratamento de dados de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Oceano Azul foi criada para ser esse suporte. A plataforma integra dados de antecedentes públicos com conversas fornecidas pela usuária e devolve uma análise de risco fundamentada na Lei Maria da Penha e em outras legislações de proteção. Para que essa análise seja confiável, auditável e segura, a DreamSquad foi parceira no desenvolvimento do coração tecnológico da solução: um agente de Inteligência Artificial que cruza evidências, consulta legislação e gera indicadores de risco com referência legal específica, sem que nenhum dado pessoal chegue ao modelo em nenhum momento.

Análise que precisa ser mais do que uma opinião

Conversas que documentam comportamento abusivo precisam ser analisadas com critério. Uma análise que diz apenas “parece preocupante” não serve à usuária que está tentando reunir evidências para um processo judicial. Ela precisa saber quais comportamentos foram identificados, com base em qual artigo da lei e com qual grau de severidade.

Modelos de linguagem genéricos, sem conhecimento jurídico estruturado, não conseguem oferecer esse nível de fundamentação. A Oceano Azul precisava de um agente que não apenas reconhecesse padrões de abuso, mas que fundamentasse cada indicador em legislação específica, tornando a análise útil não só para orientação imediata, mas como suporte documental em processos futuros.

Junto a isso, havia uma exigência não negociável: em uma aplicação que lida com pessoas em situação de risco, dados como CPF, nome e telefone não podiam ser expostos ao modelo de IA em nenhuma hipótese.

Um agente jurídico com base legislativa própria

A DreamSquad desenvolveu um agente especializado, alimentado por uma base de conhecimento que reúne a Lei Maria da Penha, jurisprudência relevante e um glossário de comportamentos abusivos. Quando uma análise é solicitada, o agente consulta essa base, cruza com o contexto das conversas e devolve uma avaliação estruturada, com pontuação de risco, indicadores categorizados por severidade, referência ao artigo legal específico e alertas de perigo imediato.

A análise é feita por participante. Isso significa que o comportamento de cada pessoa na conversa é avaliado de forma individual, evitando que ações de uma pessoa sejam atribuídas a outra, elemento essencial quando a análise pode ser usada como apoio documental em um processo judicial.

Dados sensíveis isolados por arquitetura, não por promessa

O ponto mais crítico do projeto não foi a qualidade da análise, mas garantir que dados pessoais das usuárias nunca chegassem ao modelo de linguagem.

O isolamento de informações sensíveis foi construído como uma garantia estrutural. Quando há necessidade de consultar antecedentes, o CPF é usado exclusivamente como chave de busca em uma API externa e descartado imediatamente após a consulta. O que chega ao agente é apenas um resumo sanitizado do resultado. Nenhum CPF, nome, telefone ou endereço transita pelo modelo em nenhuma etapa do fluxo.

Áudios são transcritos antes de entrar no pipeline. Imagens são interpretadas diretamente, sem exposição de metadados. Os participantes são identificados apenas por IDs neutros, permitindo que o modelo deduza papéis a partir do comportamento, não de rótulos pré-atribuídos.

Cada análise gerada pode ser auditada individualmente. O histórico de operações é registrado e retido, garantindo rastreabilidade completa de como cada indicador foi atribuído.

A legislação de proteção muda. Jurisprudências se acumulam. Novos casos de referência surgem.

A Oceano Azul tem autonomia total para manter a base de conhecimento jurídica atualizada sem depender de desenvolvimento de software. Adicionar uma nova lei, incluir uma decisão judicial relevante ou expandir o glossário de comportamentos é feito diretamente pelo time interno, sem deploy, sem suporte técnico, sem espera.

Isso garante que o agente esteja sempre fundamentado na legislação mais atual, o que é crítico para o valor probatório das análises geradas.

Resultados: confiança técnica a serviço de um propósito

Análise fundamentada em lei, não em opinião: Cada indicador de risco é atribuído com referência a um artigo legal específico, elevando o valor da análise como suporte documental e aumentando a confiança das usuárias no resultado.

Isolamento estrutural de dados pessoais: A proteção de CPFs, nomes e informações de contato é uma garantia arquitetural, não uma configuração de prompt. Em uma aplicação voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade, isso é o padrão mínimo aceitável.

Análise por participante: A avaliação individualizada evita ambiguidade e torna o resultado utilizável como documentação de apoio, não apenas como orientação geral.

Base legislativa sob controle do time: A Oceano Azul atualiza, expande e ajusta a base de conhecimento de forma autônoma, garantindo que a análise acompanhe a evolução do marco legal.

Custo viável para escala social: A estrutura serverless viabiliza crescimento sem que o custo por análise se torne uma barreira, sendo um ponto crítico para um produto com missão social que precisa atender o maior número possível de usuárias.

Integração simples com o produto existente: O motor de análise se conecta ao backend da Oceano Azul por API, mantendo o time com controle total sobre a experiência da usuária final.

Tecnologia a serviço de quem mais precisa

O projeto da Oceano Azul coloca em evidência algo que raramente aparece em discussões sobre Inteligência Artificial: o impacto direto que uma arquitetura bem ou mal construída pode ter na vida de pessoas reais.

Nesse contexto, cada decisão técnica, como onde os dados são processados, o que chega ao modelo ou como a análise é fundamentada, carrega um peso que vai além da engenharia. É uma escolha sobre confiança, segurança e responsabilidade com quem mais precisa de proteção.

Para a DreamSquad, o projeto reforça que as melhores aplicações de IA são aquelas em que a tecnologia serve a um propósito maior e onde a arquitetura está à altura da responsabilidade que o contexto exige.

Relato do cliente

Oceano Azul e DreamSquad: análise jurídica fundamentada, proteção de dados por arquitetura e tecnologia a serviço de quem mais precisa.

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